quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Teorias científicas

Para responder a primeira pergunta vamos entender como se faz uma teoria.

Os primeiros modelos de descrição do universo, de sua dinâmica, de tudo que acontece, foi baseado em observação. Seja na biologia, química, física, psicologia, sociologia. Observou-se, analisou-se e criou-se modelos de descrição.

Como estes modelos são definidos? Bem, na física, usa-se a matemática para descrevê-los, entendemos o mundo através de equações! Estas formulações matemáticas são feitas de modo a satisfazer as observações.

Como sabemos se os modelos são bons? Bem, eles devem ser capazes de explicar o que vemos e prever outros acontecimentos. Por exemplo, usamos equações para descrever o movimento de um carro na estrada, mas se estas equações não valessem para caminhões ou motos, não seria uma boa teoria.

Temos teorias que explicam desde o muito pequeno, a mecânica quântica, até o muito veloz, a relatividade geral.

Há outro modo de formular uma teoria, usando apenas argumentação matemática. A relatividade geral é uma teoria que prevê a existência de buracos negros, no entanto, quando ela foi formulada por Albert Einstein, não existiam evidências destes objetos. A teoria estava errada? Não! A relatividade geral não falha em nenhum teste a que é submetida, prova disto é sua utilização. Aparelhos de GPS são criados à partir da relatividade.

Se não vemos buracos negros, não significa que não exitem! Hoje temos provas de suas existências, ainda não os vemos, no entanto podemos descreve-los mediante tudo que acontece a sua volta.

Então todo mundo pode sair criando teorias matemáticas? Absolutamente não! Para uma teoria criada sem a observação prévia, ela deve ser testada, e como já disse, para passar no teste, ela deve descrever e prever!

Uma teoria muito restritiva não é uma boa teoria, quanto mais ampla, melhor, mais próxima da verdade.

Um exemplo que gosto de dar e que as pessoas não gostam de ouvir: Homeopatia!

A homeopatia é baseada no princípio de que a água tem memória magnética. Assim, o famacêutico dissolve o remédio na água, depois dissolve este conteúdo em outra quantidade de água, repetindo este procedimento diversas vezes, até que exista apenas uma parte do medicamento em 99 partes de água, ou seja, quase nada. Diz-se que quanto maus dissolvido, melhor seu potencial. Mas como este medicamento funciona se é quase água pura? A água guarda a informação magnética do remédio e a potencializa.

Bem, o fato é que, quando Dr. Hahnemann desenvolveu a homeopatia, em 1779, o estudo sobre magnetismo estava em alta. O eletromagnetismo tal como conhecemos hoje ainda não tinha sido formulado e descrito, havia muitas especulações e não boas teorias.

Sabemos que o ser humano adora atribuir milagre e misticismo a vida e tudo que a cerca. Qualquer fenomêno magnetico seria facilmente motivo de admiração e claro, o magnetismo em moda, seria a salvação de qualquer teoria. Assim como se faz com a mecânica quântica atualmente. Percebem como está em alta? Mais um modismo.

Bem, o que Dr. Hahnemann não sabia na época é que a água não tem memória magnética, apenas materias ferromagnéticos (ferro, aço, níquel,...) possuem esta propriedade. E isto descarta a homeopatia completamente, pois o seu princípio é provado como falho!

Outro fator interessante: Por que a água guarda apenas informação de medicamentos e não de urina de animais, por exemplo, ou mesmo veneno? Se ela tem memória magnética, é melhor que paremos de beber água, pois por mais que tentemos purificá-la, ela guarda esta informação.

Na Bélgica, quando o sistema de saúde tentou aprova homeopatia como parte da medicina, um grupo de médicos realizou o procedimento com veneno e tomou, em frente ao parlamento, realizando um suicídio homeopático. Alguém morreu? Ninguém, nem uma dor de barriga tiveram.

E por que as pessoas acreditam em homeopatia? Por que querem! Pelo efeito placebo! As pessoas gostame de acreditar em coisas mágicas, místicas, milagrosas. Por mais que a ciência prove as coisas, o ser humano gosta do miraculoso, me parece algo inerente a ele.

Quer uma prova? Por que as pessoas pulam ondas no mar na virada do ano? Ou batem na madeira para desprezar um comentário? Por que tantas crendices? Por que o ser humano gosta. E na minha opinião, homeopatia é crendice.

Quando vamos estudar algoa coisa, precisamos levar em consideração tudo a volta na época da formulação da teoria, como por exemplo a época de alta (porém com poucas respostas ainda) do magnetismo que fez Dr. Hahnemann desenvolver a homeopatia.

Mas isto ainda não responde a nossa pergunta? Podemos acreditar nas teorias?

Sim! Elas são testadas diariamante, incansavelmente.

Mas acreditou-se na existência do éter 100 anos atrás, entretanto, hoje não se acredita. E aí?

A crença na ciência é defendida, pois embora algo seja descoberto hoje, possa ser desacreditado amanhã, isto foi feito por provas, não por simples fé. De modo que, continuar acreditando deixa de ser inteligente, racional.

A ciência avança a passos largos, ela não sabe tudo, mas busca respostas o tempo todo, para melhorar nossa vida, explicá-la e prevê-la.

Minha opinião: Acreditar sempre em algo que pode ser testado, para que possa ser provado verdadeiro ou falso, e que possamos continuar acreditando ou não.

De que serve acreditar simplesmente porque nos faz bem, mesmo que no fundo, saibamos que já foi provado ser mentira?

Buscar provas, respostas nos faz mais fortes, faz nossa fé, seja nas coisas do homem, seja de Deus, ficar sólida e inabalável!

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