sábado, 21 de fevereiro de 2009

O homem de bem

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza. Se interroga a consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou essa lei; se não fez mal e se fez todo o bem que podia; se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele; enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele.

Tem fé em Deus, em sua bondade, em sua justiça e em sua sabedoria; sabe que nada ocorre sem sua permissão e se submete, em todas as coisas, à sua vontade.

Tem fé no futuro; por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça.

E encontra satisfação nos benefícios que derrama, nos serviços que presta, nos felizes que faz, nas lágrimas que seca, nas consolações que dá aos aflitos. Seu primeiro movimento é de pensar nos outros antes de pensar em si, de procurar o interesse dos outros antes do seu próprio. O egoísta, ao contrário, calcula os lucros e as perdas de toda ação generosa.

Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças, porque vê irmãos em todos os homens.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema àqueles que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é seu guia; diz a si mesmo que aquele que leva prejuízo a outrem por palavras malévolas, que fere a suscetibilidade de alguém por seu orgulho e seu desdém, que não recua à idéia de causar uma inquietação, uma contrariedade, ainda que leve, quando pode evitá-lo, falta ao dever de amor ao próximo, e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios; porque sabe que lhe será perdoado como ele próprio houver perdoado.

É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: aquele que está sem pecado lhe atire a primeira pedra.

Não se compraz em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em evidência. Se a necessidade a isso o obriga, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições e trabalha, sem cessar, em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a poder dizer a si mesmo no dia de amanhã, que há nele alguma coisa de melhor do que na véspera.

Não procura fazer valorizar nem seu espírito, nem seus talentos às expensas do outrem; aproveita, ao contrário, todas as ocasiões para ressaltar as vantagens dos outros.

Não se envaidece nem com a fortuna, nem com as vantagens pessoais, porque sabe que tudo o que lhe foi dado, pode lhe ser retirado.

Usa, mas não abusa, dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito do qual deverá prestar contas, e que o emprego, o prejudicial para si mesmo, é de fazê-los servir a satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou homens sob a sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa de sua autoridade parar erguer-lhes o moral e não para os esmagar com seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar a sua posição subalterna mais penosa.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo em cumpri-los conscienciosamente.

O homem de bem, enfim, respeita em seus semelhantes todos os direitos dados pelas leis da Natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
Esta não é uma enumeração de todas as qualidades que distinguem o homem de bem, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amores certos, destinos opostos

Por que Deus permite que duas pessoas se encontrem e se desencontrem?

Por que o amor não é uma coisa simples, sentida, curtida, vivida? Por que há tantas complicações?

Amor por amor não basta, não resolve problemas, não coloca comida na mesa, não garante futuro...

Acho que estava certa... Sempre dizia que amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção. Sempre acreditei que não precisava ser igual, gostar das mesmas coisas, apenas ter o mesmo objetivo de vida!

Eu estava certa!

De que adianta ter alguém que gosta das mesmas coisas, conversas intermináveis... se não há esperança de futuro? Se os planos não combinam, se os desejos não são os mesmos...

É só momento as conversas combinarem, os gostos parecerem... mais dia, menos dia, as coincidências podem terminar... e o que sobrará?

E como explicar isto ao coração? Que gosta, quer, sente falta...

Como explicar isto pros sonhos... que voam alto... ambicionam tudo...

Qual o certo? Amar e simplesmente amar?

E o que faço com meus sonhos, minha vontades não satisfeitas?

Eu ainda quero ser surpreendida...

Um passarinho pode amar um peixe!

Mas onde eles viveriam?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sem respostas!

Quem pode dizer onde a felicidade está, ou por onde seguirmos para encontra-la? Quem pode afirmar que sabe, me responda, me diga, me mostre...

Por que não conseguimos ser felizes? Será que a felicidade é um lugar procurado, uma pessoa desejada, uma conquista almejada? Não pode ser...

Acho que não somos felizes porque o que queremos muda com o tempo... E nunca temos o que queremos, pois logo ao conseguir algo, desejamos outra coisa, e nunca chegamos lá. Mas nunca chegar lá também é algo bom, nos motiva a viver, a buscar, a querer; e buscar, nos faz crescer; e querer nos faz batalhar e batalhar nos faz, nos constrói!

Por que o que eu quero muda o tempo todo?

Embora haja coisas boas no mudar, isto me faz me desconhecer e me conhecer, continuamente, sofregamente, felizmente.

O que significa buscar os sonhos? E quais sonhos devemos buscar?

Acho que temos ilusões demais... Confundimos os desejos e fazemos escolhas erradas.

Tudo isto não faz sentido e por isto escrevo... Palavras ditas perdem valor e ficam vulgares, mas fácil de entende-las, por isto se fala sobre problemas, para diminui-los; e por isto deve se guardar a palavra amor, para não menospreza-la.

Nada disto faz sentido, mas qual sentido deveria ter? Qual sentido tem a vida à não ser o que damos a ela? E como se encontra o sentido? Na profissão, nos amigos, na família?

Acho que cada um encontra do seu modo e não pode ensina-lo, pois isto é pessoal, assim como eu gosto de lilás e outros de azul! E a felicidade? Está em encontrar o sentido?

E encontrando o sentido a felicidade é para sempre? Resposta óbvia: Não! O sentido muda com o tempo e a felicidade passa...

Então a felicidade não é o destino, o lugar comum dos sonhos... Dizem que ela é o próprio caminhar, mas com tantas pedras no caminho, não sei... Quem colocou estas pedras no caminho????